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POLITICAMENTE INCORRETÍSSIMO
Como testemunho dos perigos de se ter muito tempo livre nas mãos, vejam essas duas piadas que chegaram na minha caixa postal.
RADICAL
Um paulista queria muito ser carioca. Achava o máximo aquela malandragem toda, aquele jeito desestressado, o sotaque chiado. Mas, fazer o quê? Por mais que tentasse, não conseguia agir como um legítimo nativo da Cidade Maravilhosa.
Num fim de tarde, caminhando tristemente com sua pastinha 007 pelo centro de São Paulo, viu um cartaz: "Dr. Sugawara - transformo qualquer um em carioca". Ele achou estranho, mas resolveu tentar - afinal, o consultório ficava ali por perto.
Chegou lá e explicou a situação para o doutor, que pediu mil reais para fazer uma operação que iria transformá-lo num carioca legítimo. O paulista imediatamente preencheu um cheque. Depois, foi amarrado numa cadeira e o doutor abriu o tampo da sua cabeça com uma serra, deixando o cérebro exposto. Aí, o médico foi retirando pedaços do cérebro com uma colher. Foi tirando, tirando, tirando e finalmente parou e perguntou:
- Você está se sentindo bem?
- Óxente, tô sim sinhô!
e o doutor:
- Merda, tirei demais!
O JOGO DE CARTAS
Dois casais, um de paulistanos outro de cariocas, estavam jogando cartas e uma carta caiu embaixo da mesa.
O paulistano abaixou prá pegar e deu uma olhada na deliciosa mulher do carioca (que estava sem calcinha) por debaixo da mesa.
Alguns minutos depois o paulistano, suando frio, levantou prá tomar um ar. A mulher do carioca disfarçou e foi atrás:
- E aí, o que você achou?
- Belíssima paisagem...
- Qualquer 500 reais e a gente conversa.
- Fechado, é só dizer quando.
- Amanhã à tarde, lá em casa.
- Combinado.
No dia seguinte à tarde, o paulistano chega na hora marcada, paga os 500 reais e manda ver na mulher do carioca.
À noite, o carioca chega do trabalho e vai logo perguntando prá mulher:
- O paulistano esteve aqui hoje à tarde?
- Sim !? responde a mulher, pega de surpresa.
- E ele deixou 500 reais?
- Sim !!?? responde a mulher completamente apavorada.
- Ufa! Que alívio! Aquele paulistano f.d.p. esteve no escritório hoje pela manhã, pediu 500 reais emprestado e disse que passava aqui à tarde sem falta prá me pagar!
FROTA RENOVA CENÁRIO LITERÁRIO NO BRASIL
O grande filósofo Alexandre Frota concluiu seu livro (!) na aprazível ilha de Caras. Não sei de detalhes, apenas que ele - obviamente - foi ajudado por um escritor de aluguel para a parte tediosa do ofício de escritor, ou seja, ordenar as idéias (quando elas existem) de forma lógica e seqüencial, utilizando palavras.
Achei muito positiva esta atitude do Alexandre partir para a vida literária. Inclusive, mesmo sem ter lido o livro, vou iniciar uma campanha para conseguir uma cadeira para ele na Academia Brasileira de Letras. Imaginem o Alexandre Frota tomando chá com o José Sarney! Realmente, os dois se merecem!
Só fiquei meio chateado porque o livro é um relato da sua experiência transcendental na "Casa dos Artistas". Se ele realmente tivesse um mínimo de tino comercial, poderia vender muito mais escrevendo um livro com este título:
"COMO TER Q.I. DE CENOURA E AINDA ASSIM COMER A CLÁUDIA RAIA"
COM A PALAVRA, AS DAMAS
"Toda vez que eu vejo, na televisão, estas pobres crianças morrendo de fome no mundo, eu não consigo segurar o choro. Quero dizer, eu gostaria de ser tão magra quanto elas, mas sem todas aquelas moscas, a morte e todo o resto..."
(Mariah Carey)
"O tabaco mata. Se você morrer, você perdeu uma parte importante da sua vida"
(Brooke Shields, em uma entrevista sobre a campanha americana contra o tabagismo)
"Essa lesma sem escrúpulos merece ser morta a coices por um asno... e eu sou justamente a pessoa indicada pra fazê-lo!"
(Claudia Schiffer, sobre Naomi Campbell)
"Eu não cometi crime nenhum. Tudo o que eu fiz foi não respeitar a lei..."
(Jennifer Lopez, quando detida com Puff Daddy)
"É maravilhoso estar aqui, no grande estado de Chicago!"
(Obs : Chicago é uma cidade do estado de Illinois, Jennifer Lopez)
"Não é a poluição que agride o meio-ambiente. São todas estas impurezas no nosso ar e na nossa água que o fazem."
(Pamela Anderson)
"P: Qual país a convidou pra desfilar?"
"R: Eu ainda não posso dizê-lo, mas em avant-première, eu posso lhe dizer que se trata de um país brasileiro que se encontra não muito longe daqui."
(Kate Moss)
"P: Se houvesse um holocausto nuclear, qual casal (homem + mulher) você escolheria pra preservar e multiplicar a raça humana?"
"R: O Papa e Madre Teresa de Calcutá."
(Carolina Zuniga, durante concurso de Miss Chile)
PAY-PER-VIEW
Faz uns três anos, percebi que meu olho esquerdo estava com problema. Como eu sempre li muito, notei que as letras estavam diferentes: o "L", por exemplo, estava ligeiramente curvado. Fui na minha oculista e, de fato, eu tinha uma minúscula veia estourada no fundo do olho. Nada de grave, mas tinha que ser tratado. O tratamento: cauterização por laser. OK. No dia marcado, apareci na clínica, ligeiramente nervoso. Depois de tomar um chá de cadeira de duas horas, uma enfermeira me injetou um líquido que deixou meus olhos cor-de-laranja. Fiquei um pouco mais nervoso. Aí fui levado para uma salinha onde prenderam a minha cabeça num aparelho enorme. Eu não podia me mexer. Aí fiquei bem nervoso. A doutora chegou e foi para o outro lado do aparelho. Ela ligou um computador que estava ali do lado.Eu pude ver o Windows entrando no ar.
Entrei em pânico.
Consegui murmurar, através dos dentes cerrados:
- O que é isso, doutora?
E ela, tentando me acalmar:
- Não se preocupe, o canhão de laser é controlado por computador!
- Um computador rodando Windows! Essa droga vai travar e fritar meu olho com um laser de 3000 watts!
Ela riu, com uma leve expressão sádica:
- Que bobagem, fique parado, por favor.
O canhão começou a se movimentar lentamente na direção do meu rosto.
- Doutora, eu conheço essas coisas, eu trabalho com computadores! O Windows não é confiável!
- Não pisque o olho que vamos começar.
Eu estava preso a um aparelho enorme, com uma sádica rindo da minha aflição e um computador rodando Windows, controlando um canhão de laser que, em breve, iria cozinhar meu olho e meu cérebro.
Entreguei meu destino a Deus.
Não foi apenas um disparo de laser; foram uns 300, em altíssima velocidade, e eu só podia ver uma espécie de nuvem vermelha. E, depois, a escuridão.Me libertaram do aparelho. Não conseguia enxergar absolutamente nada com o olho esquerdo. Era uma sensação horrível abrir os olhos e só enxergar com o olho direito.
- Eu sabia! Eu sabia, doutora, esse maldito computador me deixou cego de um olho! Eu não falei?
Ela, rindo:
- Isso é efeito colateral, deu tudo certo. Depois de um tempo, a visão volta perfeita.
Só que este tempo foi de duas horas; duas horas em que passei amaldiçoando o nome de Bill Gates.
O QUE FAZEM OS VAGALUMES DURANTE O DIA?
"Seu" Creonte viu o mar pela primeira vez quando o ônibus de excursão terminava de descer a serra. Vinha batucando um pandeiro e cantando desafinado com os outros passageiros, bebendo cachaça e feliz da vida.
- Hoje eu passo sal no couro !
O ônibus parou na areia, a porta foi aberta e a primeira coisa que saiu foi uma bola enorme de plástico colorido.
Torresmo. Cachaça. Galinha frita. Farofa. Cachaça. Mais pandeiro e cantoria. Cachaça.
As mulheres exibiam os corpos flácidos, as celulites e as estrias; os biquínis quase invisíveis, afogados pela gordura. Porém, à medida que os homens bebiam, iam ficando mais bonitas.
"Seu" Creonte percebeu que já tinha bebido muito quando olhou pra bunda da Ivonete e sentiu tesão. A Ivonete tinha o que se chama de "bunda-peixe": tem que tirar todas as espinhas antes de comer. E além disso, aquela bunda era pautada - as estrias eram tantas que parecia caderno de colégio.
Creonte resolveu dar um mergulho pra ver se passava a bebedeira. Entrou na água, nadou até depois da rebentação e começou a se afogar. Para sua sorte, o salva-vidas viu tudo, foi lá e o retirou da água. Mas o Creonte tinha engolido água demais e estava passando mal. Levaram ele até um hospital, onde foi tratado e levou inclusive uma injeção de glicose na veia pra passar o porre.
Aí caiu a ficha pro Creonte:
- Poxa, eu podia ter morrido...
E estendeu o raciocínio:
- Mas, como eu não morri, vou comemorar!
Voltou para a praia. Torresmo. Cachaça. Galinha frita. Farofa. Cachaça. Mais pandeiro e cantoria. Cachaça.
Então ele resolveu dar mais um mergulho porque estava bêbado de novo. Entrou na água, nadou até depois da rebentação e começou a se afogar. Aí, sim, o Creonte morreu.
MORAL DA HISTÓRIA: seja perseverante nos seus objetivos.
(e antes que me encham o saco dizendo que o título não tem nada a ver com a estória, saibam que isso é técnica literária, tá?)
O POEMA DO CUME
Calma, criançada, Padre Levedo está de volta. Para os que ignoram o folclore botequinesco - matéria em que modestamente sou mestre -, apresento uma jóia da poesia etílica: o poema do cume.
MODO DE USAR O POEMA:
1. entre num boteco e beba um litro de cachaça, para enrolar bem a língua;
2. berre bem alto: "calem a boca que eu tenho algo importante a dizer, porra!", ao mesmo tempo que esmurra o balcão;
3. puxe do bolso um papel onde você previamente copiou o poema (lógico, a essas alturas você não vai estar em condições de declamá-lo de cor);
4. leia em voz alta:
O CUME
No alto daquele cume
Plantei um pé de roseira
Roseira no cume cresce
Roseira no cume cheira
Quando cai a chuva fina
Pingos e salpicos no cume caem
Lagartos no cume entram
Abelhas no cume saem
Ao passar a chuvarada
Ao cume volta a alegria
Pois volta a brilhar com força
O sol que no cume ardia
5. saia correndo antes de ser linchado.
JOVINO
Este Padre que vos fala está de luto. Morreu Jovino, o chapeiro de 42 anos que me fritou excelentes bifes mal-passados durante quase um ano, sempre com um bom-humor indestrutível. Uma vez, recebendo um bando de auxiliares de pedreiro que ficaram no balcão, ouviu uma piadinha de um deles. Sem se abalar, virou-se e disse: "ei, fulano, você até parece gente, assim, no meio dos outros." Jovino morreu de parada cardio-respiratória no sábado, dia 5. Agora o meu amigo, imigrante nordestino, morto e enterrado, sabe alguma coisa que eu e você não sabemos. Ou não.
QUANTO MEDE UMA TREPADA ?
Os cientistas descobriram que uma boa trepada dura em média aproximadamente 7 minutos.
A respeito disso, tem até um livro famoso chamado "Os Sete Minutos". O cálculo médio de uma trepada é de 60 penetrações por minuto, o que indica que o ato consiste em 420 penetrações.
Supondo que o pênis tem em média 15 centímetros, significa que a mulher recebe, em média, 6.300 centímetros de chibata, ou seja, 63 metros de rola a cada relação.
Geralmente as mulheres trepam 3 vezes por semana, e, como o ano tem 52 semanas, então trepam 156 vezes por ano. Isto quer dizer, que a mulher recebe 9.828 metros de pênis por ano, ou o equivalente a quase 10 km de pica/ano.
A 10 km por ano, uma garota de 25 anos, que tem sua vida sexual iniciada, em média, aos 17 anos, já rodou uns 80 km. Ex.: [25 - 17 = 8 anos] [ x 10km = 80 km !!! ].
Portanto, agora, podemos apresentar nossas amigas da seguinte maneira:
- Ô ciclano, esta é Fulana. Ela tem vinte e sete anos mas tá novinha!!! Só rodou uns 55 km!!! Ela tem uma quilometragem de uma menina de 22/23 anos!!! Tá inteira, muito bem conservada. É como se fosse ano 72, modelo 77!!
ESTAÇÃO CARANDIRU
Este Padre que vos fala presta homenagem a um dos maiores cronistas que este país já leu: Drauzio Varela. Este trecho foi extraído do seu best-seller "Estação Carandiru":
A ojeriza à figura do Ricardão foi captada sem piedade por um PM, que guardava a muralha paralela aos fundos do pavilhão oito. Em seu plantão, às dez da noite, pontualmente, ele saía da guarita, deslocava-se até um ponto escuro da muralha, próximo às janelas do pavilhão, e batia com o capacete três vezes: bum... bum... bum...
- Aí, ladrão, você na tranca e ela lá, fodendo com o Ricardão.
Seguia-se um longo silêncio, rompido invariavelmente pela mesma voz de tenor:
- Gambé, filho da puta!
Era a senha para um crescendo infernal de impropérios:
- PM corno do caralho! Vou contar pra tua irmã na visita de domingo! Já comi tua mulher de quatro! Vai buscar tua mãe na zona, gambé!
A gritaria atingia o nível máximo de intensidade, ininteligível, e decrescia até se calarem as últimas vozes. Impassível, com a silhueta na penumbra, o PM aguardava a volta do silêncio. Então batia novamente com o capacete na muralha: bum... bum... bum...
- Aí, ladrão, você na tranca e ela lá, fodendo gostoso com o Ricardão.
MUITO DINHEIRO NO BOLSO, SAÚDE PRA DAR E VENDER
Quando é que essa porra deste mundo vai acabar? Caralho, esperei a virada do ano 2000, do ano 2001 e nada! Acho que o serviço de Deus tem que ser terceirizado. Ou privatizado. Taí, Deus não é Brasileiro? E não estão vendendo tudo quanto é merda aqui no Brasil? Venda DEUS, FHC, venda o todo-poderoso a preço de banana, pois é isso o que ele e você valem. Aos eventuais leitores, desculpas. Estou meio revoltado hoje.