Padre Levedo
Terça-feira, Outubro 29, 2002
ORIDES FONTELA (1940-1998)

Orides nasceu em São João da Boa Vista, interior de SP. Foi professora primária e bibliotecária. Ela era uma mulher muito nervosa, de temperamento difícil e imprevisível. Só para citar um dos inúmeros barracos armados pela Orides: certa vez ela surtou, desceu do apartamento onde morava, foi para a frente da casa de uma vizinha (que era uma grande amiga dela) e começou, sem motivo aparente, a berrar pros passantes que ali morava uma prostituta. Ela tentou o suicídio algumas vezes, sofria de depressão e era chegada num copo. Quando morreu num sanatório em Campos do Jordão, aos 58 anos, aparentava ter pelo menos vinte anos a mais. Vamos ver o que ela escreveu.

EPÍGRAFE

A um passo
do pássaro
res
piro.

MURMÚRIO

O murmúrio não cessa. Nunca a
fonte
deixará de cantar
oculta

e oculto mesmo
o canto
soterrado em cansaço
hábito e olvido

e tudo oculto sob árida
lápide
sob o contínuo deslizar
das formas

e tudo
oculto
mas água
sempre

pulsação
viva
centrando
o
tempo.

VESPER

A estrela da tarde está
madura
e sem nenhum perfume.

A estrela da tarde é
infecunda
e altíssima:

depois dela só há
o silêncio

CDA (imitado)

Ó vida, triste vida!
Se eu me chamasse Aparecida
dava na mesma.
Sábado, Outubro 26, 2002
TESTE: VOCÊ É INSEGURO?

Padre Levedo, quiçá o Último Bastião da Piedade Cristã, mais uma vez traz a Luz e a Verdade aos que navegam nas Trevas. Como agora a moda é fazer testes para tudo (Que teletubbie você é? Que anelídeo você é? Que template de blog você é?), resolvi colaborar com o Fabuloso Teste de Insegurança. Responda criteriosamente e veja a resposta no final.

1) No bar, o balconista traz uma cerveja quente. Você:

a) bebe assim mesmo e fica quieto
b) começa a chorar
c) educadamente diz: "Enfia no rabo essa merda!"

2) Quando você vai comprar roupas, pede a opinião da vendedora:

a) sempre
b) às vezes
c) só se for boazuda

3) Seu hobby é cozinhar. Você convida um pessoal para experimentar seu carpaccio de bode com queijo gorgonzola. À mesa, você nota que todos olham com indisfarçável repulsa para a comida, depois de prová-la. Você:

a) pergunta ansiosamente se eles gostaram
b) sugere que peçam pizza
c) não fala nada, afinal esses vagabundos estão comendo de graça

4) Você está a sós com seu chefe na sala de reuniões, levando uma bronca terrível e injusta. Sua reação:

a) balança a cabeça e olha para baixo
b) diz, olhando BEM SÉRIO para ele: "Eu sei onde você mora. Eu sei onde você trabalha. Eu sei os seus horários."
c) espera ele falar tudo depois diz: "Que sotaque gozado você tem. Cê é de onde mesmo?"

5) Sua namorada está muito puta com você. Mas muito puta mesmo. Ela está lavando louça na cozinha, bufando, e você sabe que precisa consertar a situação. Você:

a) chega até a porta da cozinha e diz em voz baixa: "Claudirene, precisamos conversar. Não gosto de ver você assim."
b) desce para tomar umas cervejas no bar até que ela se acalme.
c) chega por trás dela, agarra firme a sua bunda com as duas mãos e fala: "E aí, tamo ou não tamo nessas carnes?"

RESPOSTA DO TESTE:

Vamos somar seus pontos de acordo com as respostas: quanto mais alta a pontuação, mais seguro de si você é. Quanto mais baixa a pontuação, maior a sua insegurança.

- Se você respondeu 'a' nas questões, não marcou nenhum ponto
- Se você respondeu 'b' nas questões, não marcou nenhum ponto
- Se você respondeu 'c' nas questões, não marcou nenhum ponto

Deu zero?!? Mas claro! Só alguém inseguro faria um teste para saber se é inseguro!
Quinta-feira, Outubro 24, 2002
STREET GOURMET, TAVERN GOURMET

A vida não é só champanhe, caviar, ostras à Rockefeller, linguado à belle meunière, timballi di maccheroni, boeuf bourguignonne, coq au vin, rock crabs, magret de canard. Há que se aventurar, partir em busca de novos paladares - ousar, enfim. Penetrar no Coração das Trevas da gastronomia, tal qual Indiana Jones famélico. Ser um Street Gourmet. Um Tavern Gourmet.

Minha vastíssima experiência nesse assunto me permite tecer alguns comentários sobre as iguarias que podem ser encontradas no mundo da comida de rua e de boteco.

TORRESMO. A pele de porco frita é um dos maiores prazeres que o dinheiro pode comprar. Porém, há que ser criterioso na escolha da epiderme suína: deve ter uma grossa camada de gordura por baixo, pouca ou nenhuma carne e precisa ter o tamanho aproximado de uma gaita de boca pequena. É necessário também limão e uma cerveja bem gelada. Come-se lambendo os beiços e sentindo as artérias a se contrair. Fizeram uma pesquisa e descobriram quantas calorias tem um torresmo: todas.

OVO COLORIDO. É o preferido de office-boys, acompanhado de groselha. Se alguém está comendo um ovo destes numa ponta do balcão, mesmo quem está na ponta oposta sente o cheiro. É uma iguaria que pode ser apreciada também pelo seu valor arqueológico, já que costuma ficar na "vitrine" por semanas. Você pensa que o pessoal usa anilina para colorir o ovo? Que nada! Usam casca de cebola para o ovo sair amarelão e casca de beterraba para sair vermelhão. Totalmente Low-Tech.

CROQUETE. Existem três mistérios insondáveis: o espaço exterior, a metafísica e a composição do croquete. Basta dar uma mordida em um deles e espiar a massa cinzenta e ameaçadora da qual eles são feitos. O que será aquilo? Tripas de boi moídas "au naturel"? Carne de ratazana? Papelão temperado? Os croquetes de rodoviária são lendários - caem como Napalm na flora intestinal. Se você vai embarcar e quer comer um desses, primeiro certifique-se que o ônibus possui banheiro. Sério. (*)

LINGÜIÇA. Tem uma frase que acho genial: "quem gosta de política e lingüiça não deve saber como são feitas". As lingüiças de boteco são duras na queda. Podem ficar dias e dias lá na bandeja, umas em cima das outras, numa espécie de orgia imóvel. O segredo para tamanha longevidade é que são fritas até quase o ponto de esturricarem, o que é equivalente a um processo de mumificação.

DOGÃO. Um lanche francamente inspirado nos compactadores de arquivo. É impressionante como conseguem enfiar tanta tralha dentro daquele pãozinho. Senão vejamos: maionese, purê de batata, duas salsichas, milho verde, ervilha, cenoura ralada (sim, já vi disso!), vinagrete, batata palha, queijo ralado, catchup e mostarda. Mal dá para segurar o dogão. É impossível não se lambuzar ao dar a primeira mordida. Depois de comer um desses, a pessoa se sente como uma granada de mão sem o pino.

CHURRASQUINHO. Esse é talvez o maior clássico da comida de rua. Churrasqueira portátil na calçada, uma bandeja de farofa com uma mosca morta dentro, uma garrafa de cachaça ao lado com copinhos de plástico, aquela fumaceira toda e um sujeito abanando o fogo berrando "olha o boi na braaaasaaaa!" A degustação de tão requintado acepipe deve ser precedida por um talagaço da cachaça, naturalmente de qualidade duvidosa - pode ser uma chamada "oncinha", famosa nos botecos do interior. Espere cinco segundos, até começar aquela queimação horrível no estômago. Aí pegue o espetinho, passe na farofa (cuidado pra não levar a mosca junto!) e coma de pé, na direção contrária à fumaça. Claro, mesmo assim você vai acabar cheirando como um baconzito, mas como diria Kleber Bam-bam: faz parte.

(*) Me lembro que no boteco do Fausto contrataram um balconista novato. Perguntei pra ele, apontando para os croquetes na bandeja: "ei, isso tá bom?" Ele respondeu "não sei, mas na sexta tava", sendo que estávamos na segunda-feira. No dia seguinte, passei lá e não vi o novato. Perguntei dele pro Fausto e soube que o cara tinha sido despedido. "Mas por que?" E o Fausto "ele era sincero demais prum balconista."
Quinta-feira, Outubro 17, 2002
MILLÔR FERNANDES (1924-)

Eu não creio na existência de Millôr Fernandes. Este sujeito sempre me pareceu mais um personagem do que alguém de carne e osso. Algumas redações de revistas me afirmaram que ele existe mesmo, mas quem pode confiar hoje em dia em jornalistas? Prefiro crer que Millôr é na verdade um comitê de vários artistas, escritores, frasistas, eruditos que bolam o que ele escreve e desenha, depois assinam com o pseudônimo. Bem, sendo ou não sendo real, vamos ler o que escreve o Sr. Fernandes. Antes, uma informação preliminar: esse artigo foi publicado na infelizmente defunta revista BUNDAS e trata da diferença entre o português falado aqui e o de Portugal.

Ah, português não é lingua estrangeira? Então tá.

"Estava a conduzir meu automóvel numa azinhaga com um borracho muito gira ao lado, quando dei com uma bossa na estrada de circunvalação que um bera teve a lata de deixar. Escapei de me espalhar à justa. Em havendo um bufete à frente convidei a chavala a um copo. Botei o chiante na berma e ordenamos ao criado de mesa, uma sande de fiambre em carcaça eu, e ela um miau. O panasqueiro, com jeito de marialva paneleiro, um chalado da pinha, embora nos tratando nas palminhas, trouxe-nos a sande com a carcaça esturrada (e sem caganitas!), e, faltando-lhe o miau, deu-nos um prego duro”.

Não entenderam. Preferem javanês? Então eu traduzo para a língua que se fala no Brasil:

"Eu dirigia meu carro por um caminho de pedras tendo ao lado uma gata espetacular, quando vi um lombo na estrada de contorno que um escroto teve o descaramento de fazer. Por pouco não bati nele. Como havia em frente uma lanchonete, convidei a gata a tomar um drinque. Coloquei o carro no acostamento e pedimos ao garçom sanduíche de presunto com pão de forma, eu, e ela sanduíche de lombinho. O gozador, com jeito de don Juan bicha, muito louco, embora nos tratando muito bem, trouxe o sanduíche com o pão queimado (e sem azeitonas!) e não tendo sanduíche de lombinho, trouxe um de churrasquinho duro”.
Domingo, Outubro 13, 2002
ONDE, EXATAMENTE?

A Fernanda veio para São Paulo sozinha, separada do marido, que ficou em Portugal com os filhos. Ela montou uma escolinha de inglês nos Jardins e começou a contratar os moleques que vêm do exterior e falam inglês para darem aula. Um negócio maneiro.

Quando os filhos vieram visitá-la, de folga da universidade, ela fez um bacalhau para comemorar e me convidou. Cheguei cedo para aproveitar o bar da casa - havia de tudo, desde boa pinga até JW blue. Me sentei na sala e fiquei conversando com os dois filhos dela. Conversávamos sobre Portugal quando eu falei:

- Acho uma besteira essa história dos brasileiros acharem que português é tudo burro. Não tem nada a ver.

E um dos rapazes, para meu espanto, respondeu:

- Mas são burros mesmo. Veja só: tem um programa de auditório lá em Portugal em que fazem uma brincadeira com casais. Separam os dois e fazem as mesmas perguntas para o homem e depois para a mulher. Se a resposta bater, eles ganham alguma coisa, um fogão, uma geladeira.

- Sei. Aqui também tem disso.

- E uma vez foi um casal no programa e perguntaram pro homem: "Em que lugar vocês fizeram amor pela primeira vez?" O sujeito relutou, relutou e disse: "Olha, foi na casa da minha avó."

O rapaz deu um gole no seu uísque e prosseguiu com a história:

- Aí chamaram a mulher. O apresentador perguntou: "Em que lugar vocês fizeram amor pela primeira vez?" Ela ficou em silêncio, totalmente encabulada. A família toda na platéia, torcendo para ela, e o marido dizendo: "Pode falar, pode falar, eu já falei!", de olho na secadora de roupas que eles iriam ganhar, caso a resposta fosse a mesma. Então, depois de um infinito constrangimento, ela respondeu: "No cu!" E isso tudo em rede nacional!
Quinta-feira, Outubro 10, 2002
E-MAIL

Eu sabia que um dia isso ia acontecer.

Para :
padrejulio@padrejulio.net,padrelevedo@hotmail.com,padrefernando@mail.telepac.pt,padrejader@padrejader.com.br,afp.donizetti@netsite.com.br,padrenelson@paroquiasaopedro.com.br,geral@padreparaiso-mg.com.br,padrejoaocarlos@terra.com.br

Assunto :
Caro Sr. Padre

Bom dia

Sou catequista numa das muitas paróquias de Portugal e como também trabalho os meus horários são quase sempre incompatíveis para poder encontrar o padre da minha paróquia(*), daí decidi dirigir-me á internet e procurar alguém que me possa auxiliar.
este ano pela primeira vez irei dar catequese ao 7º ano, crianças entre os 11/12 anos e gosto de culminar as lições ou com uma passagem biblica ou com uma parábola, fábulas ou com uma histórinha para que possa cimentar(**) os conhecimentos adquiridos na lição. ora sábado que vem a lição falará de como nos vimos, como os outros nos vê, o que vemos em nós e não dizemos; para culminar: de como Deus nos vê(***); porém ainda não consegui o meu trexo final e daí me dirigi a vós. gostaria que me pudessem ajudar com os vossos conhecimentos, mandando um e-mail para utilcomercial@iol.pt em nome de Nélia Gomes.
agradecendo desde já a atenção dispensada e agradecendo também o contacto fico á espera de uma resposta.
Bom dia
Nélia Gomes


(*) hein?
(**) cimentar?
(***) ei, sou padre, não oftalmologista!

Resposta:

Cara Senhora Nélia Gomes

Bom dia

Em resposta à sua gentil solicitação (que infelizmente não poderei atender), gostaria de esclarecer que sou padre, sim, mas da Primeira Igreja Satânica do Brasil. Funcionamos desde 1964, e ganhamos novos adeptos a cada dia. Acredite, o culto ao Demônio já está se tornando bastante popular por aqui. Se lhe interessar, possuo vastíssimo material sobre a origem e a hierarquia das Potestades e Principados Infernais, e creio que isso será benéfico à instrução das crianças, já que elas normalmente só ouvem um lado da história - o que é contado na Bíblia; lendo estes textos, elas poderão formar juízo próprio. Se quiser, já posso lhe enviar via e-mail uma tese de minha autoria, "Lúcifer, o Grande Injustiçado"

Bom dia
Padre Levedo
Quarta-feira, Outubro 09, 2002
CALCINHA!

Imagine-se no "Show do Milhão": Silvio Santos na sua frente, aquela música maravilhosa tocando BEM ALTA no seu ouvido e vem a pergunta de 500 mil reais. Quem inventou a calcinha?

1) Mary Cunt
2) Elizabeth Ardent
3) Dr. Doolittle
4) Dr. Tilt

Se por acaso isso acontecer com você, agora não há mais motivo para preocupação.

Quem inventou a calcinha foi um tal de Dr. Tilt, em 1859. Ele era um ginecologista inglês(*), e começou a recomendar às suas pacientes que usassem calções por baixo dos vestidos (as tais "knickerbockers"). Ele recomendava isso por supostamente prevenir a tuberculose. Que eu me lembre, essa foi a única vez na história da medicina em que alguém imaginou uma associação entre a buceta e o pulmão.

Antes disso, por baixo dos vestidos era só a natureza.

A moda não pegou logo. As francesas, principalmente, relutaram muito em aderir à novidade (detesto parecer preconceituoso, mas isso não é exatamente uma surpresa, pois não?)

Pessoas sensíveis e inteligentes, como o rei Victor Emanuel, da Sardenha, lutaram contra a nova moda. Numa recepção em Paris, ao ver uma dama de companhia cair com as pernas para o ar, comentou com a mulher de Napoleão III, que estava ao seu lado: "Ainda bem que as mulheres francesas não adotaram essa moda maldita." A rainha teria respondido: "Vá tomar no rabo, seu reizinho de merda."

(*) imagino que ser ginecologista na Inglaterra, naquela época, devia ser profissão de risco
Sexta-feira, Outubro 04, 2002
ORLANDO VILLAS BÔAS (1914-)

Esse é um sujeito com quem eu gostaria de dividir uma mesa de bar. Orlando é um dos mais famosos indianistas do Brasil, sendo indicado para o prêmio Nobel da Paz em 1976 pelo seu trabalho de preservação da cultura indígena na Amazônia. Creiam, esse cara ficou mais de quarenta anos no meio do mato! Além do seu trabalho inestimável, esse cara tem histórias a contar. E, pode apostar, são muitas e bizarras. Vamos ouvir o Orlando:

O BOTOCUDO E AS UVAS

Fizemos um grande banquete em homenagem ao marechal Rondon, com muitos convidados de fora, inclusive jornalistas e pessoas de televisão. Mas o mais interessante desse banquete foi uma apresentadora de TV, muito bonitinha, que ficou encabulada com os índios botocudos e com aquele beiço enorme que eles têm(*).

A sobremesa do banquete eram uvas, e ela pegava cada uvinha e botava assim no beiço do índio, pra ele comer. Ela achava aquilo muito interessante(**) mas o índio cuspia a uva fora e gritava "Baikan! Baikan!" Ela perguntou: "O que ele está dizendo?" Aí traduziram: "Azedo! Azedo!" Foi pior, ela pegava as uvas e insistia: "Não é azedo não, é doce! Docinho, olha só..." Chupava uma saborosamente, pegava outra e botava na boca do índio. E o índio desesperado: "Baikan! Baikan!" Até que eu falei: "Olha, eles estão com vergonha de traduzir pra você, mas o que ele está gritando é 'Me cago! Me cago!’” É que os botocudos tinham comido uvas antes e tinha dado disenteria na tribo inteira.

(*) reparem na pudicícia da moça
(**) hein?
Quinta-feira, Outubro 03, 2002
JUJUBAS

* Às mulheres que protestavam atualizações no meu blog: oh, mulheres de pouca fé! Levedo às vezes tarda, mas - cáspite! - vocês não reclamam quando somos rápidos?

* Apostei 01 real - juro que isso é verdade - com um amigo meu que o Serra levava essa. Quem me deu a dica foi DEUS (tenho uma linha direta com ele).

* O problema é que DEUS, apesar de brasileiro, tem um forte sotaque estadunidense - desconfio que ele more agora no Texas - e perhaps eu não tenha ouvido bem.

* Descobri que correr pelo metrô de São Paulo - dependendo das circunstâncias - é uma ótema (sic) diversão.

* Uísque e vinho não se misturam. Sério.

* É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que um elefante.

* Algo muito repetido passa a ser uma verdade. Quantas vezes isso já foi repetido?