Padre Levedo
Quarta-feira, Agosto 30, 2006
EU QUERO VER PIPOCA PULAR

Me perguntam sobre filmes. Em primeiro lugar, gostaria de dizer que gentes que gostam mesmo de filmes odeiam cinema. Digo, as salas de exibição. A experiência estética *necessita* de privacidade e um cálice de vinho tinto. Portanto, aconselho fortemente a todo aquele que busca um *plus a mais* em relação aos filmezinhos, que trabalhe diligentemente e adquira uma TV de plasma de 42 polegadas (6 mil dinheiros, uma ninharia!) e um home theater. Isto já deixou de ser artigo de luxo faz tempo, e vai poupá-lo do imenso dissabor de permanecer no escuro com um bando de adolescentes barulhentos por duas horas.

Quanto aos filmes. Não sei o que você pensa a respeito de filmes, mas sei o que EU penso. Um filme, para ser digno de nota pela minha pessoa, precisa preencher um pré-requisito fundamental: tem que ser muito doido. Quanto mais doido, melhor.

Sugestão de locação (em nenhuma ordem específica):

- Quero ser John Malkovich
- 120 dias de sodoma
- Laranja Mecânica
- Feios, Sujos e Malvados
- O Resgate de Harrisson
- Dersu Uzala
- Malpertuis
- Calígula
- Clube da Luta
- O cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante
Domingo, Agosto 20, 2006
A ESTÓRIA DE ISAQUE - PARTE III

Ora, quando Ibrahim saiu do Sex-shop, era por volta da hora nona de uma sexta-feira.

DEUS, lá na Dimensão Celeste, pensava consigo:

"Arre, que este negócio de ser onisciente nos dá um cansaço, às vezes! Ainda bem que já é final de expediente e tudo está correndo nos conformes. Julgo que podemos, agora, beber aquela canjibrina e esquecer um pouco das mazelas mundanas! E estão revogadas todas as disposições em contrário, ouquei? Porque aqui quem manda somos nós, catzo!"

E DEUS esqueceu-se do Mundo e seus assuntos, porque ninguém é de ferro. Nem DEUS.

Ibrahim, seguido pelo moleque da loja que carregava as sacolas com os produtos que supostamente o auxiliariam na difícil empreitada de carcar sua Vetusta Cônjuge, chegou em sua tenda.

Sarah imediatamente reparou nas sacolas que seu marido trazia:

"Ó velho insensato, não vês que já estamos com o cartão estourado e me apareces com todos estes embrulhos?"

"Sarah, é o seguinte: estes são produtos que adquiri com o intuito de apimentar nossa relação, portanto não me censureis!"

Neste momento, Sarah enfia a mão numa sacola e puxa fora o pênis seco de Tigre Banguela de Bengala. Sarah faz uma careta:

"Não posso deixar de imaginar que o propósito do uso destes - digamos - produtos não seja algo de profundamente pernicioso!"

"Ó mulher, deixai de ser boba! Pois não vês que estes são produtos medicinais (pelo menos foi o que o escravo Núbio me disse) e só colaborarão para nosso bem-estar? E aproveita e pega o livreto de poções que veio junto e prepara uma mistela poderosa porque hoje o couro há de comer!"
Sábado, Agosto 12, 2006
IMPLORANDO PELO SEU AMOR

Como a música me veio:
Fui até meu teclado Triton, marretei uma levada e comecei a cantar junto. Eu ouvia a
figura em ostinato do baixo e meus ouvidos criavam estas melodias estilo
contra-cultura em cima, completando com arranjos vindos do lado esquerdo do cérebro.
Encontrar o acorde e a melodia para criar uma atmosfera harmonica efetiva que
forneça um visual melódico para a letra de uma música é um desafio criativo e tanto.
Você sente algo, e então busca o acorde e a melodia que melhor descrevem seu
sentimento.

O tema da letra e a maneira como ela é cantada podem vir com um tiquinho de
surpresa para alguns, mas - penso que tudo sempre estava ali, e simplesmente vindo à
tona agora. Levei 3 dias para escrever esta letra. Foi um tempo meio tumultuado pois
eu estava passando por... bem, deixa prá lá.

Criando esta canção eu desisti de pensar em qualquer coisa que eu presumisse que
deveria procurar, e deixei meu Ying e Yang falarem o mais claro possível. Aí foi que
ouvi a melodia da guitarra que aparece no início de cada estrofe.

Letra:

Encarei o espelho por três dias, não comi nem dormi
Apenas para ver se conseguia enxergar algo por trás de mim
Sim
Vi anjos e demônios em pânico, e uma triste almazinha destroçada
Num oceano do seu amor

Havia reis e assassinos, a face de um pedinte
E tudo o que já fui
Lá havia céu e inferno, e toda a Criação
Estava implorando pelo Seu Amor
E agora estou eu implorando pelo Seu Amor
Ouça, estou implorando pelo Seu Amor

E não há nada que eu não faria ou me sujeitaria para atingir a Verdade
Mas coisas sem face me atrapalham
Sim, posso ver cada coisinha que nunca compreendemos de verdade
Deixadas lá, enterradas em silêncio
Esperando a ruína do Tempo

Luxúria e raiva, um louco e um Salvador
e pedaços do Universo
Negros fantasmas, encarcerados numa prisão de Desejo
Suplicam pelo Seu Amor

Agora eu imploro pelo Seu Amor
Todos imploramos pelo Seu Amor

E preciso estar naqueles braços mais uma vez
Preciso estar naqueles braços mais uma vez

Porque estou implorando pelo Seu Amor
Todos estão implorando pelo Seu Amor

O que eu estava pensando:

"Ele percebeu que o Amor Humano era quase todo egoísta. Ele estava determinado a
descobrir a sua Forma mais Pura. Despindo-se até os ossos, depois de eternidades
atado a correntes de Ferro, e às vezes de Ouro, ele O atingiu, e tornou-se escravo
do seu néctar. Então foi honrado com a Responsabilidade de guiar àqueles que estavam
preparados para serem guiados"

Esta música é executada por Pomposh e é uma descrição dos eventos de suas vidas
presente e passadas. Ele esteve em Existência por longo tempo, e como toda a
Consciência, evoluíu para um estado de pura atenção. Antes que possa atingir aquelas
alturas que são necessárias a um Guia de Almas, é necessário que ele experimente,
internamente, uma euforia espiritual que é proporcionada pela comunhão com seu Eu
interior mais elevado. Ele também é confrontado com entidades que estavam no cerne
das suas perturbações.

(detalhes técnicos da gravação)

Comentário final de Stevie Vai:

Talvez esta música seja surpreendente para alguns, mas eu vejo este trabalho como
sendo um dos mais interessantes e significativos. Sem dúvida será um desafio real
para a tolerância de alguns, e pode ser considerada macabra ou sinistra mas na
verdade é uma música sobre profundo e desesperado adiamento. Depois de terminar a
gravação, eu sentei e a escutei por cerca de uma semana, todo o tempo pensando que
era minha Caixa de Pandora particular, e talvez também a de outra pessoa.

VOCÊ APENAS TEM UMA OPORTUNIDADE DE OUVIR ESTA MÚSICA PELA PRIMEIRA VEZ,
EXPERIMENTANDO A SENSAÇÃO QUE A ACOMPANHA. Se você insistir na audição, a sensação
pode mudar a cada audição.

-------------- texto original

"Dying For Your Love"

How The Song Came About:
I walked up to my Triton keyboard, struck up a groove patch and started singing to
it. I was hearing the ostinato bass figure and my ear was creating these counter
culture type melodies on top, complete with left field harmonic dispositions.
Finding the right chord and melody to create an effective harmonic atmosphere to
deliver melodic visuals to the words of a song is quite a creative treat. You feel
something and then you look for the melody and chord that best describes it.

The subject matter and the way this song is sung may come as a bit of a surprise to
some but. I guess it's always been there and is just coming out now. There was a
period of about 3 days that it took to write these lyrics. It was a very tumultuous
time as I was going through some. well, never mind that.

When creating this piece I did away with anything that I thought I should chase and
let my ying and yang dictate as clear as possible. That's when I heard the guitar
melodies that happen at the beginning of each verse.

Lyrics:
I stared into a mirror for three days, didn't eat or sleep
Just to see if I could see something down underneath,
yeah yeah
I saw angels and demons in fear and a torn blue little soul
In an ocean of your love

There were kings and killers, the face of a beggar
And everything I ever was
In there was heaven and hell, and the whole creation
Was Dying For Your Love
And now I'm Dying For Your Love
I said, I'm Dying For Your Love

And there's nothing I wouldn't do or go through to get to truth
But faceless things are in my way
Yes, I can see every little thing we never really knew
Is lying there buried in the silence
Waiting for time to decay

Lust and anger, a freak and a savior
And pieces of the universe
Black phantom creatures, trapped in a prison of desire
Are crying for your love

Now I'm Dying For Your Love
We all are Dying For Your Love

And I need to feel me in those arms again
I said, I need to feel me in those arms again

Because I'm Dying For Your Love
I said, I'm Dying For Your Love
I'm Dying For Your Love
We all are Dying For Your Love

What Was I Thinking:
The album liner notes:

"He felt that human love was mostly selfish. He was determined to discover its
purest form. Stripping himself to the core after an eternity of being bound by iron
and sometimes golden chains, he touched it and became a slave to its ambrosia. He
was then honored with the responsibility to direct those who were ready to be
directed."

This piece is performed by Pomposh and is a depiction of the events of his present
and past lives. He has been in existence for quite sometime and like all
consciousnesses, has been evolving into a state of pure awareness. Before he can
reach those lofty heights that are necessary to be a director of souls, he must
first experience within himself a spiritual euphoria that is brought on by a
communion with his inner, higher self. He is also confronted with inner entities
that have been at the core of his turmoil.

Recording It:
I laid down the drum groove and then just built this track with my ears. I was
looking for a thick guitar, synth patch that had a clear sound and once I found it
within the Roland guitar synth, these melodies took shape fast.

My choice was to print this track very loud and a little distorted to accentuate the
grit.

Instruments Used:
Rhythm Guitar: Bad Horsie through a Legacy.
Melody and Lead Guitar: Floral pattern Jem with Roland guitar synth. I used a patch
within the Roland gear along with a blend of the Legacy amp.

SV's Final Comment:
This may come as a surprise but I see this track as one of my more interesting and
evocative pieces. No doubt it will be a real challenge for some people to tolerate
and may be considered macabre and dark but it's actually a song about deep and
desperate longing. At one point, after I finished it, I sat back and listened to it
for about a week straight all the time feeling that it was my own personal Pandora's
Box, and maybe some other people's too.

You'll only get one first listen to this one with it's accompanying sensation. If
you stick to it the sensation can change with every listening.
Quarta-feira, Agosto 09, 2006
A estória de Isaque - parte II

Depois que a Santíssima Trindade deixou a Tenda de Ibrahim, este foi assaltado por ferozes dúvidas. Conseguiria ele, aos cem anos, carcar a Sara, que estava com noventa?

Ibrahim fez a única coisa sensata que um Homem pode fazer num Caso destes: foi até o boteco do Chalita beber uma caninha e consultar os amigos.

Chegando lá, bebeu a pinga e um caldo de mocotó, comeu um torresmo e chamou o Farah num canto: "Ó amigo de tantos anos! Eis que DEUS me colocou um fardo pesado demais para meus curvados ombros! Disse o Altíssimo que eu e Sara teremos um filho, mas não consigo imaginar como esta operação possa ser concretizada!"

Farah, um Sulamita que já beirava os duzentos anos (sim, naquela época as pessoas viviam muito), coçou a barba, cuspiu num cachorro que estava de olho numas tripas de bode penduradas na parede e disse: "Cê já foi num Sex-Shop? Eles podem te ajudar a encarar esta empreitada!"

E Ibrahim foi ao Sex-Shop, que era uma franquia americana chamada "EXOTIC MEGA BIG BIMBOS". Entrou na loja e conversou com o balconista, um escravo Núbio de quase dois metros de altura:

"Vem cá, rapaz, me diz uma coisa: eu preciso dar uma carcada na minha esposa, mas meu Cajado não é mais firme. Acaso teríeis uma poção ou algum encantamento que pudessem me auxiliar neste propósito?"

"Com certeza, Sábio Ancião! Viestes ao lugar certo, pois como DEUS vive não saireis daqui de mãos abanando e sem solução para vossos problemas! Temos de um tudo: o Ginseng Transgênico que transforma o mais manso dos Homens em um Godzilla priápico; o pênis seco de Tigre Banguela de Bengala, que traz de volta o ardor da adolescência; a Mosca Espanhola que torna o Membro Viril semelhante aos Obeliscos de Pedra dos Romanos; a Raiz de Mandrágora, que desperta desejos há muito adormecidos; e muito mais cousas maravilhosas!"

"Deixas-me confuso com esta longa enumeração... O que julgaríeis mais adequado ao meu caso?"

"Ó Venerável Macróbio, pelo tamanho de Vossa Barba presumo que os desejos da carne, que se assentam mais naturalmente aos de Sangue Jovem, devam estar há muito adormecidos sobre Vossos Rins. Portanto, faz-se necessário chacoalhá-los com mais vigor, para que possamos obter o resultado desejado. Desta maneira, vos aconselho a levar um pouco de tudo o que temos, para ter certeza de levar ao cabo Vossos Desígnios, e que Vosso Cajado possa comportar-se galhardamente no cumprimento de semelhante tarefa!"

Ibrahim, ouvindo o escravo, convenceu-se de que o que ele dizia consubstanciava uma Verdade, e exclamou:

"Julgo sábio Vosso Conselho! Não somente o seguirei, como irei mais além: poderíeis embrulhar aqueles chicotinhos ali, também?"

"Demorô, rapá! É prá já!"
Terça-feira, Agosto 01, 2006
A ESTÓRIA DE ISAQUE - Parte I

Em termos de paródias bíblicas, o negócio é com o Marcurélio (www.jesusmechicoteia.com.br), me desculpem. Mas acho que ele não vai se importar de eu dar um modesto - bem, not sooo modest - pitaco sobre este episódio tão mimoso do Livro Sagrado

Ibrahim tinha cem anos quando, no calor do meio-dia, ele viu três caras vindo do deserto em direção à sua Tenda. Mesmo estando profundamente entediado, ele reconheceu na hora que estava sendo visitado pela Santa Trindade. Pensou ele: "Agora fudeu de vez!" e saiu correndo em direção às figuras, e jogou-se aos pés delas, pois Ibrahim tinha um grande problema de auto-estima. Disse ele: "Pessoal, depois quero tirar uma foto com vocês, mas por enquanto parem um pouco aqui e tomem a fresca debaixo da árvore, porque está um calor da porra! Até aqui vocês vieram, fiquem aqui que já já trago umas coisas pra gente beliscar, ouquei? Não saiam daí!"

O Pai olhou para o Filho, que estava visivelmente irritado, e disse: "é, pode ser".

Ibrahim saiu correndo e gritando com Sara e seus empregados: "Churrasco! Pão! Leite! Depressa! Tem gente importante pro almoço!"

Enquanto preparava as coisas, Ibrahim pôde ouvir fragmentos da conversa dos três, que se sentaram debaixo da árvore e bebiam Johnny Walker Blue Label, que o Filho havia materializado.

Dizia o Filho: "... e porquê nós três, e logo num Domingo? Cada um com seus problemas, se você é obcecado com esse pessoal daqui, tudo bem, vai fundo, mas eu tenho mais o que fazer!"

"Meu terapeuta disse que era bom que passássemos mais tempo juntos, tá? E quem sou EU para contradizer ele?" - disse o Pai, tentando acalmar o Filho.

Neste meio-tempo, Sarah tinha chamado Ibrahim num canto: "Puta merda, Ibrahim! Todo final de semana é a mesma história! Cê sempre tem que trazer seus amigos bêbados pra cá? Olha só, aquele barrigudo já bebeu meio litro de uísque! Daqui a pouco vai começar a cantoria, tô até vendo! E os vizinhos, Ibrahim? Sabe que ontem a dona Raquel reclamou que..."

"Mulher, és um poço de insensatez! Pois não vês que este é nosso DEUS, o Criador, que visita nossa Tenda?" - interrompeu Ibrahim.

"Homem, nem é a hora sexta e já estás embriagado, falando disparates? Pois não são um, mas três os teus amigos!"

"Não tenho tempo para te explicar isso agora, mas deixa-nos em paz, porque senão eu me ferro mais ainda! E o pão, já tá pronto?"

Depois de tudo nos trinques, Ibrahim serviu a Santa Trindade e ficou de pé ao lado deles, no caso de precisarem de qualquer coisa enquanto comiam.

Dizia o Pai para o Filho (pois o Espírito Santo estava com uma terrível dor de cabeça e usando óculos escuros, e não queria papo com ninguém): "... e eu disse pra ele: pega esta guitarra e vai pro quinto dos infernos, porque aqui não é uma democracia, e enquanto eu pagar a conta de luz eu só vou ouvir o que eu gosto, tá ligado?"

"É esse o seu problema, meu chapa," - disse o Filho - "cê tem que controlar essa sua impulsividade. Mandou o cara embora, mas e o prejuízo disso, na hora não pensou, né? Típico, típico..."

E comeram. Depois do almoço, DEUS arrotou bem alto - pois é de bom-tom proceder assim nas mesas orientais - e chamou Ibrahim: "Vem cá, cadê a Sara?"

"Ali na tenda, por que? A comida não estava boa?"

"Não, é o seguinte: nós só passamos aqui para te dizer que vocês vão ter um filho..."

Sarah, que ouvia a conversa, fez muxoxo: "Arre, que conversa de bêbado é uma merda mesmo!"

DEUS, que lia as mentes de todos, gritou: "É POR ISSO! DEPOIS VÊM ME CRITICANDO QUE EU MANDO DILÚVIO NESTA PORRA, QUE EU TENHO O PAVIO CURTO, QUE NHENHENHÉM, MAS É POR ISSO! QUE FALTA DE RESPEITO, CATZO!"

O Filho observava a tudo com um meio-sorriso irônico, balançando a cabeça: "sempre a mesma coisa... o véio não pode beber nem um tiquinho que explode..."

Ibrahim se assustou, e tentou colocar panos quentes na situação: "Senhor, senhor, não deixeis cair a peteca! Perdoa minha mulher, pois ela é insensata, mas não riu de Vossa cara!"

"Não vem com conversa, Ibrahim, que me deixas mais puto! Só o que falta agora é você dizer que eu já bebi demais e não escuto direito! Quer sair no braço, quer? Não me provoqueis, viado!"

O Filho teve de intervir: "Calma, Pai, olha o barraco! Os empregados todos estão olhando! E depois, era pra ser só uma visita cordial de domingo! Dá logo o recado e vamos embora!"

"Bem, ouquei", disse DEUS, já se recompondo, "Vais ter um filho com Sara, mas por ela pensar que eu sou um Deus de meia-tigela, incapaz de fazer com que uma velha" - e aí levantou a voz e olhou para a tenda - "uma VELHA, ouviu? E QUE FICA ESCUTANDO A CONVERSA DOS OUTROS ATRÁS DA PORTA! - possa ter um filho, você vai nomear a criança de ISAQUE, só para aprender a deixar de ser besta. E agora já chega, que eu preciso dar um pulo em Sodoma resolver umas tretas com o povinho de lá. Fui!"